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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

"MÃE É MÃE, PACA É PACA", JÁ DIZIA O SAUDOSO BUSSUNDA. SOCIALISTA É SOCIALISTA, CANALHA É CANALHA, COMUNISTA É COMUNISTA, SOCIAL-DEMOCRATA É SOCIAL-DEMOCRATA, CAPITALISTA É CAPITALISTA, LADRÃO É LADRÃO. PACA PODE SER MÃE, MAS NÃO SE PODE SER SOCIALISTA OU SOCIAL-DEMOCRATA OU COMUNISTA E CAPITALISTA AO MESMO TEMPO, MAS PATIFE E/OU DITADOR QUALQUER UM DESSES PODE SER

Para melhor elucidar:


Primeiro: todo comunista é socialista, mas nem todo socialista é comunista.  Por quê?  Porque Marx -- que não li, mas sei --defendia que o socialismo fosse apenas transição para o comunismo, em que o Estado deixaria de existir para dar lugar à ditadura do proletariado, ou seja, os trabalhadores exercendo a autogestão e a gestão dos meios de produção.  No socialismo o Estado existe e se incumbe de gerir o sistema.  O que nos leva a concluir que...

Segundo: Cuba, China, Rússia, Polônia  e outros países do Leste Europeu jamais foram comunistas, porque nesses países houve um socialismo implantado pela metade, em que seus cidadãos dividiam escassez (não de forma exatamente igualitária), enquanto os "amigos do rei", ou seja, as incontáveis pessoas ligadas ao comitê central do Partido Comunista, levavam uma vida nababesca.  Nesses países só houve ditaduras, de  socialismo, quase nada, de comunismo, nada!  Nunca houve socialismo ou comunismo em nenhum tempo ou qualquer parte do mundo.  D'onde se deduz que...

Terceiro: obviamente, socialismo e comunismo não passam de meras utopias e não são duas coisas exatamente iguais.

Quarto: apesar de socialismo e comunismo, assim como o anarquismo, serem meras utopias, não há nenhum desvio de caráter em quem acredita nos dois sistemas: são pessoas que acham que deva haver uma distribuição equitativa de renda somada à estatização dos meios de produção, para evitar a divisão entre pobres e ricos, isso com a presença do Estado ou não.  Donde percebemos que...

Quinto: canalhas são aqueles que sofismam e insistem em qualificar os socialistas e comunistas como sórdidos, porque esses sofistas são ricos e têm pavor da mais insignificante distribuição de renda dentro da sociedade. Por isso embotam a visão dos idiotas sem riquezas e os fazem repeti-los como papagaios (perdoem-me as puras e sublimes aves).  Daí tanta gente pobre como eu (ou ainda mais) viver a praguejar: "Comunistas desgraçados!" "Malditos comunistas!" "Comunistas f... da p..." "Comunista tem que morrer!"

Sexto:  Lula, Dilma, Chavez, Maduro, Moralez sempre  pareceram socialistas, mas não atingiram nem a social-democracia, onde a iniciativa privada e o lucro são respeitados e aceitos, mas ao governo fica a obrigação de garantir saúde, educação, transporte, alimentação, segurança e outros itens básicos e essenciais para todos.  Houve muita roubalheira em governos que vendiam a imagem de esquerdista,  o que é muito diferente de esquerdista ser sinônimo de ladrão.  Neste tópico a gente detecta novamente a torpeza dos ricos e a burrice de alguns pobres repetidores, compreendendo então o porquê de expressões como "esquerda infame", "esquerda que só sabe roubar", esquerdalha", etc.

Sétimo:  capitalista é aquele que detém meio de produção (indústria, terras, máquinas), riquezas e alto patrimônio.  Os que não  os detêm e se dão essa definição (capitalista) são apenas bobos. Não passam de meros simpatizantes dos verdadeiros detentores do capital, acometidos de um distúrbio emocional parecido com a Síndrome de Estocolmo, visto que, se na S.E. a vítima ama quem a maltrata e aprisiona, a idolatria aos ricos é amor por aquele que o rouba, humilha, vilipendia...

Oitavo: nem todo rico é ladrão, mas há muitos ladrões, sobretudo de dinheiro público, entre os ricos, e esses não são presos ou não ficam reclusos por muito tempo. Assim entendemos que dizer que candidato rico é melhor por não precisar roubar é balela. Se rico tanto insiste em dizer que esquerdista é canalha, pergunte se o patrimônio dele foi conquistado com  luta, suor e trabalho ou se foi por herança.  Pergunte se os grandes latifúndios se formaram, ainda no tempo dos antepassados dos grandes latifundiários, com as mãos calejadas de enxada ou  dedos amoldados ao gatilho, se pela disposição para o trabalho ou pela grilagem e/ou usurpação de terras.

Nono: pelo que aqui se expõe, quem é o canalha? O esquerdista ( social-democrata, socialista  ou comunista) ou o rico?  O burro a gente já sabe quem é.

Décimo: Não sou socialista nem comunista, justamente pra não queimar energia em defender utopias, mas estou  muito, muito distante mesmo de ser um simpatizante do capitalismo.  Sou obrigado, assim como a absolutíssima maioria da população do mundo, a tolerá-lo e o engolir de maneira indigesta, mas acolho bem a detenção dos meios de produção pela iniciativa privada, desde que o Estado intervenha na economia para conter os abusos das elites e nos garanta saúde, educação e os outros requisitos que mencionei no tópico sexto.  É bom para todos.  A social-democracia seria a solução para a erradicação ou no mínimo arrefecimento da miséria no Brasil e no mundo, mas, enquanto houver bilionários doentes de ganância a produzir fome e escassez ( e eles não vão mudar a mentalidade jamais), as pessoas continuarão a morrer pelo avanço de doenças tratáveis, pela violência urbana, pela fome em frente a enormes hotéis, restaurantes e resortes onde os ricos se fartem dos pratos mais caros e sofisticados.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O OBSTINADO NECROLÓGIO A USTRA SERIA ESTRATÉGICO?




Quando Bolsonaro insiste em chamar Brilhante Ustra de herói, deixa bastante claro até para o mais parvo dos seus eleitores que é um homem de valores absoluta e aberrantemente invertidos, pois que heroísmo há em quem dá choques elétricos, arranca unhas, esmurra e queima homens e mulheres trancafiados e amarrados, inteiramente imobilizados e sem o menor recurso para fugir à morte e às dores lancinantes do martírio?
Para que público fala o sádico e arrogante presidente? Para os ex-torturadores militares hoje decrépitos e presos às suas cadeiras de rodas e à própria demência, que vez por outra se lambuzam de prazer nos vagos e breves lampejos de memória que experimentam  acerca das atrocidades que cometeram e presenciaram em seu período de exercício de poder? Ou se dirige aos ignaros que por juventude e impressionante desconhecimento político e histórico vibram, num surto mórbido de sadismo, com os relatos das dores e sofrimentos experimentados pelos torturados, assim como se assistissem a um filme em que o personagem antipático a seus olhos sofresse enormemente para proporcionar-lhes um prazer vibrante e quase voluptuoso? Ou volta o capitão o verbo maldito para o regozijo dos que viveram a época do regime de exceção, mas estavam, enquanto atrocidades aconteciam, voltados muito mais ou até exclusivamente para o que acontecia nos gramados de futebol do Brasil e do mundo, empanturrando a barriga de comida pesada com cerveja e o cérebro de ignorância e estupidez?
Ou será que o faria apenas por uma arrogância doentia, para provocar os que sentem náuseas e se repugnam e horrrorizam da simples ideia de ver ou saber o martírio de qualquer criatura? Provocá-los-ia com o intento de atiçar-lhes a revolta e buscar nos próprios seguidores patológicos o respaldo suficiente para reiniciar o lamentável passado esquecido da ditadura militar, por iniciativa de si próprio ou por ser um mero fantoche, um reles instrumento de experimento de uma extrema-direita, que o capitão teria por trás de si e que estaria louca para reinstaurar aqui nestas terras um sistema tirânico, com o fim usurpar da população nacional todas as matas, a fauna, os direitos, riquezas e dignidade, diante dos olhos estupefatos, medrosos, cansados e da quietude e tristeza impotente de todos nós?