O que me espera à frente,
Uns anos adiante,
Senão tentar debalde
Fugir das minhas trevas
Por labirintos negros,
Entre as assombrações?
Não nascerão auroras
Nem mesmo as esperanças,
Não ouvirei orquestras,
Será tudo sombrio,
Não haverá mais sambas,
Tampouco carnavais.
Temer o inevitável,
Ter salvação na morte,
Que é qual morar no nada,
Qual existir no nunca,
Que é tão absoluta,
Que é o fim de tudo, o fim(!).
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