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sexta-feira, 26 de junho de 2026

NÃO A MICHELLE BOLSONARO! UM BILHÃO DE VEZES NÃO! MICHELE BOLSONARO NUNCA!

 

                    Tive a oportunidade de assistir ao vídeo em que a Michelle Bolsonaro posou de virgem vestal atacada pelo enteado, Flávio Bolsonaro, por quem, aliás, simpatizo tanto quanto com a madrasta e um valão de esgoto a céu aberto.  Com o perdão de vocês, assisti àquele ato teatral pela "Globo News", mas o que me assombrou foi o simulado envolvimento entusiástico da reacionária Andreia Sadi, que tentou envolver o público no sentido de indicar sutilmente que ali, em Michelle, era  onde estava a opção, a solução, a salvação do Brasil.   Posso entender perfeitamente a monótona e antipática apresentadora do telejornal  "Estúdio I".  Afinal ela tem patrões, e os seus patrões querem colocar no Planalto alguém aficionado pelo mercado financeiro, pelo agro, pela FIESP, pelas elites de um modo geral, a despeito das operações de gente do crime organizado na Faria Lima.  A "Globo" quer o ultrarreacionarismo sócio-econômico imperando no Brasil com maior intensidade do que a atual, sem o mais leve risco de taxação, pagamento de imposto ou coisa do gênero.  A insípida Andreia estava no seu papel:  ou atende aos desígnios de seus empregadores com o empenho e a devoção de um fanático religioso que obedece cegamente ao que imagina ser uma ordem ou missão dada por Deus, ou então pega os retratinhos,  maquiagens e escovas de cabelo na gaveta e vai embora para exercer seus dons ultraconservadores em outro lugar.  Pouco importa a  essa gente o fato de a Bolsonara rezar pela mesmíssima cartilha do marido, que queria para o Brasil um regime ditatorial, com prisão, espancamento, tortura, desaparecimento e morte de opositores: o que para eles tem relevância é aquele monte de cifrões dançando em sequência diante dos olhos.  O que quero dizer, e vocês devem ter percebido, é que a emissora opera no agro, sistema financeira, etc, e daí sua desmedida preocupação com o bem-estar dessas elites.

Apesar de toda a apoteose e diligência extremosa da jornalista global, à noite houve um "podcast" na mesma emissora (que me recusei a assistir) que deu origem a um pequeno vídeo do Octávio Guedes, em que este alerta que Michelle é um perigo maior do que o que pretendia seu marido, pois tem ela o projeto de transformar o Brasil num Estado teocrático, rompendo assim com a Constituição, o Estado laico e a democracia.  O mesmo alerta está contido num vídeo realizado pelo respeitável pastor e deputado Henrique Vieira, do PSOL,  e a minha dúvida é se a "virgem vestal", evidentemente lobo em pele de cordeiro (não me agrada fazer a comparação, pois amo e respeito profundamente lobos e cordeiros), estava em campanha para a Presidência em 2030 ou já para 2026. O inquestionável, todavia, é que ela me apavora, indigna, dá náuseas, tanto quando o seu marido Jair e filhos homens.

Você sabe o que é um Estado teocrático?  É você não ter o direito de exercer suas crenças ou descrenças, é ver o centros de umbanda e candomblé proibidos e desmoronados, com seus adeptos investigados e presos, com as igrejas católicas fechadas, utilizadas talvez como centros de culto aos Bolsonaro, com poster de todos eles por todos os lados e um dentre esses milhões de bajuladores ensaiando e tocando músicas em louvor ao ex-presidente e família, além de enaltecer os atos "heroicos" e "exemplares" praticados pelo ex-mandatário.  Seriam recintos de exaltação e veneração a um militar que tentou explodir uma adutora do rio Guandu para obter melhor salário, que confessou ter estuprado uma galinha, que tentou não vacinar a sociedade brasileira contra a Covid-19 e por isso, segundo autoridades no assunto, provocou trezentas mil mortes a mais do que deveriam ter ocorrido.   Um sujeito que xingava jornalistas quando as perguntas o embaraçavam, que utilizava um cercadinho onde se reunia a um grupo de desprezíveis puxas-sacos para se escarnecer dos momentos críticos vividos pelo Brasil durante a pandemia.

Como a ex-primeira-dama é cristã e evangélica, ou melhor, vê-se ou tenta se ver ou parecer cristã e evangélica, pois evangélico é aquele que acredita e tem uma conduta compatível com o que preconizam os ensinamentos de Jesus e defendem e relatam  os Evangelhos de Lucas, Mateus, Marcos e João (seguidor que, porém,  na prática não existe, pois não há crentalhão de comportamento consonante com as pregações  de Jesus e dos evangelistas).  Devo dizer, inclusive, que ser evangélico ou cristão não é uma exclusividade dos protestantes (pois na verdade protestantes é o que são os que louvam ou fingem louvar Cristo fora dos preceitos católicos, já que  a fé e as práticas religiosas dessas pessoas são oriundas da     dissidência de Calvino e Lutero, líderes da Reforma Religiosa, que no século XVI se opunham aos abusos da Igreja Católica --como venda de bulas de indulgência -- e à proibição da mesma Instituição à prática de usura -- já que florescia à época uma burguesia sem título de nobreza que queria emprestar dinheiro a juros, mas esbarrava na oposição do clero).  Evangélico seria todo aquele que tenta ou finge se nortear pelos Evangelhos e pela orientação de Jesus, e dentre eles temos os católicos e os espíritas da escola de Allan Kardec, que têm seu "Evangelho Segundo o Espiritismo".

Independentemente das definições sobre o que é cristão e evangélico, temos de nos opor de forma incansável e obstinada a Michelle Bolsonaro, pois o Estado teocrático é perverso, tirânico, assassino, sórdido, desigual, demoníaco.   No Afeganistão, os talibãs lideram a teocracia e são corruptos, cruéis, autoritários e estupradores.  No Irã matam-se ou prendem-se mulheres simplesmente pelo não-uso de burka.  O poder absoluto de qualquer religião dá origem a imensuráveis legiões de assassinos brutais.  Mata-se e tortura-se em nome de Deus, como faziam os cruzados, o clero no tempo da Inquisição, martirizando judeus e queimando mulheres vivas como bruxas.  Não me imagino, eu, ateu convicto,  exaltando a epopeia de Moisés, que (segundo Will Durant, mas não com as mesmas palavras) invadiu brutalmente o território que hoje chamamos Canaã, mas que era um bom samaritano se comparado a Josué, que o sucedu após a sua morte.

É sobretudo pelo direito  de escolha, zelo pelo democracia e pelas liberedades, além de pavor ao terror, que conclamo todas as pessoas de bom-senso para que exerçamos uma oposição intransigente e inflexível a Michelle Bolsonaro, pois a sua absurda e inconcebível ideia da implantação de um regime teocrático pode transformar o Brasil num país dantesco, num inferno que nenhuma concepção de inferno poderia descrever.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

FORA, JACQUES WAGNER!

 FORA, JACQUES WAGNER!



NAS ANDANÇAS DO PODER -- DÉCIMA PARTE: "O AGRAVAMENTO DA CRISE"

                 As pessoas, todas as de razoável discernimento e de mínimo bom-senso, encontraram-se estupefatas com  decisão de Nunes Marques, ministro do STF e presidente do TSE, que na condição de juiz eleitoral proibiu a divulgação de uma pesquisa  que mostrava a queda dos números de Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai a candidato a presidente do Brasil pela extrema-direita.  Marques, aliás, foi também indicação de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, só que ao Supremo Tribunal Federal, e seu veredicto é apenas uma ponta do iceberg no que se refere à crise, que, se ja´ se agravou, tem ainda muito a se agravar.

O momento, no entanto, é de uma confluência de incidentes que deixa o Brasil numa situação de incertezas, medos, receios, inquietação, pois, fracassado o golpe que levou Jair Bolsonaro e outros  a perderem a liberdade, a extrema-direita não parou mais de conspirar.

Eduardo Bolsonaro, foragido do Brasil, aliou-se a Paulo Figueiredo e obteve acesso a Marco Rúbio, secretário de Estado americano, que conseguiu de seu chefe, Donald Trump, a aplicação da Lei Magnitsky (que permite ao governo americano impor sanções econômicas e civis a autoridades estrangeiras por atentado aos direitos humanos e ao Estado Democrático de Direito) contra o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, que fora relator das ações contra a tentativa de ruptura institucional, justamente pelo voto do magistrado ter prevalecido e resultado na condenação do pai de Eduardo e Flávio.  Nem a esposa de Alexandre de Moraes foi poupada da represália.  O Brasil teve uma infinidade de produtos tarifados em cinquenta por cento, ainda dentro do mesmo cenário de retaliações.

Meses após o mandatário americano recebeu Lula no Salão Oval, travou com esse um bom diálogo e posteriormente  retirou várias sobretaxas e os atos contra Moraes e sua cônjuge.  

Tudo teria ficado quase razoável se Flávio Bolsonaro, após queda nas pesquisas, que se deram por conta de a imprensa noticiar que o "Intercept" vazara mensagens comprometedoras do candidato a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, extinto pelo Banco Central, por, segundo a mídia, uma série de irregularidades.  O político foi aos Estados Unidos, com o fito de, entre outras coisas, destruir Lula politicamente para ganhar a corrida eleitoral; foi recebido por Trump e com ele tirou fotos em que também posaram Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, conseguindo do ocupante da Casa Branca nova série de sanções, dentre as quais podemos destacar a classificação dos narcotraficantes como grupos terroristas (o que dá aos EUA a prerrogativa de entrar como queira no território nacional brasileiro e ainda prender quem bem entenda dentro do país,  desobrigado de sequer justificar os motivos, já que as investigações das autoridades estadunidenses são sempre sigilosas nesse contexto  -- coisa que tem alguma semelhança com o regime de exceção que vivemos de 1964 a 1985, em que os opositores da ditadura eram presos como subversivos, torturados como terroristas, e dentre estes muitos, como o deputado Rubens  Beirodt Paiva, simplesmente desapareciam).   Flávio deu a Tump tudo o que  ele mais queria:  pretexto para imiscuir-se no território do Brasil, influenciar no processo eleitoral para obter regalias dos Bolsonaro e, com a vitória ou derrota do candidato de oposição, devastar nossas riquezas e apossar-se de nossos recursos minerais ou, como atualmente se diz, minerais críticos ou terras raras.

Se os Estados Unidos já têm sido um problema imensurável, o Congresso Nacional, de maioria direitista, oportunista e reacionária, não permite nenhum avanço na área social (como na sabotagem do fim da escala de trabalho seis por um -- projeto do governo Lula) e no atravancamento de todos os passos pretendidos pelo presidente.   Se o fascismo brasileiro, através de políticos impudentes, de membros das elites, principalmente as financeiras e agrárias, já é difícil de combater, imagine agora com o apoio de Trump. Elas, as elites, esfregam as mãos e arregalam os olhos, os braços abertos para um regime fascistoide que garanta a intocabilidade de seus privilégios e regalias e, mais que isso, aumente-lhes o poder econômico em detrimento das classes não-abastadas, com o empobrecimento das classes medianas e o agravamento da pobreza das camadas mais imprósperas, enquanto os extremistas de direita da política arreganham-lhes seu sorriso sórdido, cruel, cínico e pavoroso.

Lula e seus aliados políticos não são santos nem heróis, mas, enquanto os bolsonaristas e outros direitistas lutam por um sistema antidemocrático e um grave aprofundamento das desigualdades sociais, o atual presidente e apoiadores representam a democracia, um avanço sócio-econômico que ainda carece grande ampliação e que no entanto já se apresenta em seus primeiros estágios, além de lutarem por algo de elevada e indiscutível preciosidade que é a soberania nacional.

Eu próprio não sou lulista nem petista, mas não poderia jamais me furtar a reconhecer que, nesta conjuntura, somente o atual presidente e seus apoiadores estão empenhados em manter a autodeterminação e o perfil democrático do Brasil.


18 de junho de 2026



segunda-feira, 8 de junho de 2026

NUNES MARQUES NÃO QUER DIVULGAÇÃO DE PESQUISA ELEITORAL EM QUE FLÁVIO BOLSONARO APAREÇA COMO PERDEDOR

             O ministro Kássio Nunes Marques, que era gordo e hoje é magro, era moreno e hoje tá quase louro, indicado ao STF pelo "grandioso" Jair Bolsonaro" (assim como André Mendonça, o "terrivelmente evangélico", cuja aprovação pelo Senado fez baixar em Michele o Divino Espírito Santo numa profusão de pulinhos e de palavras ininteligíveis que nem ele mesmo [Deus] entenderia)  e agora presidente do TSE, proibiu hoje, a pedido do PL, a divulgação da pesquisa do Instituto Atlas Intel que aponta o derretimento, desintegração, liquefação da candidatura de Flávio Bolsonaro.  É um fato inédito desde a primeira pesquisa eleitoral realizada no Brasil.  Os números mais absurdos, as apurações mais estapafúrdias já foram realizadas pelos institutos de pesquisa, e nunca houve um único veto sequer de nenhuma delas pela Justiça.  Como o fato em si não requer, obviamente, grandes análises justamente porque definitivamente não tem explicação, ficamos entretanto., a partir do fato, mergulhados em profundas indagações: como serão as eleições?  Se Flávio perder nas urnas, a eleição presidencial será anulada? Por que motivo?  Como ficará a candidatura Lula?  Todo o tempo de campanha do atual presidente  será cedido para direito de resposta do Bolsonarinho, e, ao final, Luís Inácio se dará conta de que terá tido, em toda a campanha eleitoral, apenas três minutos de fala e aparição, ficando a parte de elefante do seu tempo para Flávio? 

O TSE tem ainda Raul Araújo, que não viu nenhum motivo pra Jair Bozo ficar inelegível, André Mendonça, que se recusa a deferir o requerimento de quebra de sigilo bancário do Flávio Bozinho, pedido pela Polícia Federal.  O que esperar do TSE?

  Que eleição presidencial nós teremos, com a metida de bedelho do Trump, a pedido dos irmãos Bozo e do Paulo Figueiredo, e a classificação das facções do tráfico como terroristas, o que permite que qualquer criatura brasileira seja presa e tirada de circulação pelos imperialistas americanos, independentemente de haver a menor motivação para isso? E por que os milicianos não receberam de Trump a mesma qualificação dos traficantes?   Lula também será sequestrado e levado para um presídio americano de cuja localização não teremos a menor ideia?  Acabou a democracia no Brasil? O pix, os minerais raros e o Brasil, prometidos aos EUA por Flávio, farão que o presidente americano se converta na maior autoridade eleitoral do País? Ou será ele eleitor único?

Por ora, ficará proibida qualquer menção não-elogiosa aos Bolsonaro?  Em pouco tempo o Bozo patriarca ocupará 68 ministérios na Esplanada, sem incumbir-se por um minuto sequer de qualquer tarefa, mas com um poder de mando e uma autoridade sólida como montanha de ferro, só inferior, é claro, à dos nossos colonizadores americanos?  Ocuparão mesmo os Bozo a condição de síndicos de um Brasil recebido de presente pela nação americana do Hemisféreio Norte?

Enfim, faço uma pergunta que sintetiza tudo, a que se resumem todas as outras: estamos em rumo a um processo eleitoral ou a um golpe de Estado?