Pesquisar este blog

domingo, 20 de outubro de 2019

OS "TRUMPALHÕES"





Dodô Trump é um homem muito poderoso e desaforado, que adora falar e fazer besteira. Humilha povos, principalmente os mexicanos e os árabes. Fez uma coisa muito feia: depois de lutar contra o Estado Islâmico, na Síria, com o apoio dos curdos, saiu do país em guerra e deixou este grupo étnico nas mãos dos turcos, apesar de haver-se comprometido a protegê-lo sempre. Palavra de Dodô Trump é como uma pétala ao vento. Porém Dodô Trump tem um parente que muito o admira: é Jajá Trumpinha, que foi ao país de Dodô e babou tanto de admiração, que chegou a beijar-lhe a mão. Depois, como forma de agradecimento ao gesto baboide e servil, o velho Trumpão declarou que Dudu Trampinha, filho de Jajá, estava habilitado para ser embaixador em seu país (o de Trumpão), apesar de a única experiência de Dudu semelhante às atividades de uma embaixada fosse preparar hamburguer no Bob's. Ué? Essa eu não entendi. Mas ninguém entende Trumpão, Trumpinha 1 e Trumpinha 2. Os três, quando falam, desandam a falar besteiras, absurdos, impropérios e, quando agem, fazem coisas de arrepiar. É uma "trumpalhada" danada!
Acontece que um episódio quase deixa magoado o grande fã Jajá Trumpinha: Dodô Trump recusou-se a apoiar a entrada do país de Jajá na O.C.D.E. (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). E não é que Trumpão assumira anteriormente com Jajá um compromisso justamente no sentido contrário? Prometeu que o ajudaria. Palavra de Trumpão é como uma pétala ao vento. Aliás, de Trumpinha pai também. A de Trumpinha filho eu nem quis pesquisar. Então ficou tudo em casa. Todo mundo jogando conversa fora e não cumprindo nada. Demais Jajá Trumpinha, apesar de amado por seus seguidores, é veementemente rejeitado pela União Européia. Mas o povo tá aí pra sofrer por ele, com um sorriso de orelha a orelha. Todo mundo tá contente.
Quando Jajá Trumpinha ameaçou fazer beicinho e chorar ante a falta de senso de compromisso de Dodô Trump, este enfiou um boné da própria campanha na cabeça de seu fã tristinho, que sorriu exultante e saiu desfilando com o boné pelo mundo afora.
Assim, foram todos felizes para sempre.



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

"MÃE É MÃE, PACA É PACA", JÁ DIZIA O SAUDOSO BUSSUNDA. SOCIALISTA É SOCIALISTA, CANALHA É CANALHA, COMUNISTA É COMUNISTA, SOCIAL-DEMOCRATA É SOCIAL-DEMOCRATA, CAPITALISTA É CAPITALISTA, LADRÃO É LADRÃO. PACA PODE SER MÃE, MAS NÃO SE PODE SER SOCIALISTA OU SOCIAL-DEMOCRATA OU COMUNISTA E CAPITALISTA AO MESMO TEMPO, MAS PATIFE E/OU DITADOR QUALQUER UM DESSES PODE SER

Para melhor elucidar:


Primeiro: todo comunista é socialista, mas nem todo socialista é comunista.  Por quê?  Porque Marx -- que não li, mas sei --defendia que o socialismo fosse apenas transição para o comunismo, em que o Estado deixaria de existir para dar lugar à ditadura do proletariado, ou seja, os trabalhadores exercendo a autogestão e a gestão dos meios de produção.  No socialismo o Estado existe e se incumbe de gerir o sistema.  O que nos leva a concluir que...

Segundo: Cuba, China, Rússia, Polônia  e outros países do Leste Europeu jamais foram comunistas, porque nesses países houve um socialismo implantado pela metade, em que seus cidadãos dividiam escassez (não de forma exatamente igualitária), enquanto os "amigos do rei", ou seja, as incontáveis pessoas ligadas ao comitê central do Partido Comunista, levavam uma vida nababesca.  Nesses países só houve ditaduras, de  socialismo, quase nada, de comunismo, nada!  Nunca houve socialismo ou comunismo em nenhum tempo ou qualquer parte do mundo.  D'onde se deduz que...

Terceiro: obviamente, socialismo e comunismo não passam de meras utopias e não são duas coisas exatamente iguais.

Quarto: apesar de socialismo e comunismo, assim como o anarquismo, serem meras utopias, não há nenhum desvio de caráter em quem acredita nos dois sistemas: são pessoas que acham que deva haver uma distribuição equitativa de renda somada à estatização dos meios de produção, para evitar a divisão entre pobres e ricos, isso com a presença do Estado ou não.  Donde percebemos que...

Quinto: canalhas são aqueles que sofismam e insistem em qualificar os socialistas e comunistas como sórdidos, porque esses sofistas são ricos e têm pavor da mais insignificante distribuição de renda dentro da sociedade. Por isso embotam a visão dos idiotas sem riquezas e os fazem repeti-los como papagaios (perdoem-me as puras e sublimes aves).  Daí tanta gente pobre como eu (ou ainda mais) viver a praguejar: "Comunistas desgraçados!" "Malditos comunistas!" "Comunistas f... da p..." "Comunista tem que morrer!"

Sexto:  Lula, Dilma, Chavez, Maduro, Moralez sempre  pareceram socialistas, mas não atingiram nem a social-democracia, onde a iniciativa privada e o lucro são respeitados e aceitos, mas ao governo fica a obrigação de garantir saúde, educação, transporte, alimentação, segurança e outros itens básicos e essenciais para todos.  Houve muita roubalheira em governos que vendiam a imagem de esquerdista,  o que é muito diferente de esquerdista ser sinônimo de ladrão.  Neste tópico a gente detecta novamente a torpeza dos ricos e a burrice de alguns pobres repetidores, compreendendo então o porquê de expressões como "esquerda infame", "esquerda que só sabe roubar", esquerdalha", etc.

Sétimo:  capitalista é aquele que detém meio de produção (indústria, terras, máquinas), riquezas e alto patrimônio.  Os que não  os detêm e se dão essa definição (capitalista) são apenas bobos. Não passam de meros simpatizantes dos verdadeiros detentores do capital, acometidos de um distúrbio emocional parecido com a Síndrome de Estocolmo, visto que, se na S.E. a vítima ama quem a maltrata e aprisiona, a idolatria aos ricos é amor por aquele que o rouba, humilha, vilipendia...

Oitavo: nem todo rico é ladrão, mas há muitos ladrões, sobretudo de dinheiro público, entre os ricos, e esses não são presos ou não ficam reclusos por muito tempo. Assim entendemos que dizer que candidato rico é melhor por não precisar roubar é balela. Se rico tanto insiste em dizer que esquerdista é canalha, pergunte se o patrimônio dele foi conquistado com  luta, suor e trabalho ou se foi por herança.  Pergunte se os grandes latifúndios se formaram, ainda no tempo dos antepassados dos grandes latifundiários, com as mãos calejadas de enxada ou  dedos amoldados ao gatilho, se pela disposição para o trabalho ou pela grilagem e/ou usurpação de terras.

Nono: pelo que aqui se expõe, quem é o canalha? O esquerdista ( social-democrata, socialista  ou comunista) ou o rico?  O burro a gente já sabe quem é.

Décimo: Não sou socialista nem comunista, justamente pra não queimar energia em defender utopias, mas estou  muito, muito distante mesmo de ser um simpatizante do capitalismo.  Sou obrigado, assim como a absolutíssima maioria da população do mundo, a tolerá-lo e o engolir de maneira indigesta, mas acolho bem a detenção dos meios de produção pela iniciativa privada, desde que o Estado intervenha na economia para conter os abusos das elites e nos garanta saúde, educação e os outros requisitos que mencionei no tópico sexto.  É bom para todos.  A social-democracia seria a solução para a erradicação ou no mínimo arrefecimento da miséria no Brasil e no mundo, mas, enquanto houver bilionários doentes de ganância a produzir fome e escassez ( e eles não vão mudar a mentalidade jamais), as pessoas continuarão a morrer pelo avanço de doenças tratáveis, pela violência urbana, pela fome em frente a enormes hotéis, restaurantes e resortes onde os ricos se fartem dos pratos mais caros e sofisticados.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O OBSTINADO NECROLÓGIO A USTRA SERIA ESTRATÉGICO?




Quando Bolsonaro insiste em chamar Brilhante Ustra de herói, deixa bastante claro até para o mais parvo dos seus eleitores que é um homem de valores absoluta e aberrantemente invertidos, pois que heroísmo há em quem dá choques elétricos, arranca unhas, esmurra e queima homens e mulheres trancafiados e amarrados, inteiramente imobilizados e sem o menor recurso para fugir à morte e às dores lancinantes do martírio?
Para que público fala o sádico e arrogante presidente? Para os ex-torturadores militares hoje decrépitos e presos às suas cadeiras de rodas e à própria demência, que vez por outra se lambuzam de prazer nos vagos e breves lampejos de memória que experimentam  acerca das atrocidades que cometeram e presenciaram em seu período de exercício de poder? Ou se dirige aos ignaros que por juventude e impressionante desconhecimento político e histórico vibram, num surto mórbido de sadismo, com os relatos das dores e sofrimentos experimentados pelos torturados, assim como se assistissem a um filme em que o personagem antipático a seus olhos sofresse enormemente para proporcionar-lhes um prazer vibrante e quase voluptuoso? Ou volta o capitão o verbo maldito para o regozijo dos que viveram a época do regime de exceção, mas estavam, enquanto atrocidades aconteciam, voltados muito mais ou até exclusivamente para o que acontecia nos gramados de futebol do Brasil e do mundo, empanturrando a barriga de comida pesada com cerveja e o cérebro de ignorância e estupidez?
Ou será que o faria apenas por uma arrogância doentia, para provocar os que sentem náuseas e se repugnam e horrrorizam da simples ideia de ver ou saber o martírio de qualquer criatura? Provocá-los-ia com o intento de atiçar-lhes a revolta e buscar nos próprios seguidores patológicos o respaldo suficiente para reiniciar o lamentável passado esquecido da ditadura militar, por iniciativa de si próprio ou por ser um mero fantoche, um reles instrumento de experimento de uma extrema-direita, que o capitão teria por trás de si e que estaria louca para reinstaurar aqui nestas terras um sistema tirânico, com o fim usurpar da população nacional todas as matas, a fauna, os direitos, riquezas e dignidade, diante dos olhos estupefatos, medrosos, cansados e da quietude e tristeza impotente de todos nós?

domingo, 14 de julho de 2019




O tempo do medo está mais presente que nunca. No Brasil, felicidade está muito aquém de uma utopia.

Chorar, até crocodilo chora. No caso do inocente réptil, dentro de um processo natural que nada tem de emocional. Mas o réptil é irracional e inocente. Enquanto o chorão aqui em questão pranteou pelo triunfo de ter conseguido prejudicar grave e irreparavelmente milhões de trabalhadores. Entre ele e o gigantesco lagarto, qual é o cruel? Apesar da minha solidariedade e tristeza pelos prejudicados, dói também a tragicomédia de haver quem se tenha comovido com essas lágrimas demoníacas.
O mundo, por conta da ganância e do neoliberalismo -- entre outros fatores -- é um lugar de valores invertidos. Mas nunca me abandona a sensação de que no Brasil isso é mais gritante do que no resto do planeta.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Quando o "Fantástico" anunciou que o Japão decidira voltar a caçar baleias, e mais ainda quando o país colocou em prática a sua decisão, exibindo um desses enormes mamíferos morto por um dos seus pesqueiros, como se fosse um troféu de um ato heroico e não uma inocente vítima de uma perversa covardia, todos nós, amantes de animais, assim como os ambientalistas, sentimos uma dor e uma tristeza que as palavras não podem de forma alguma definir. Ainda estou, como os demais citados, abalado e roído de ódio, além de profundamente desanimado e desesperançoso quanto ao destino dos animais e do meio-ambiente no Brasil e no mundo.
O governo japonês, arrogante e cinicamente, alega que comer carne de baleia faz parte da cultura do povo daquele país asiático. Se é assim, eu pediria aos amigos que contatássemos o Greenpeace para que a instituição empreenda uma campanha recomendando ao mundo o não-consumo dos produtos produzidos pelo Japão, não excluindo-se da lista as comidas dos restaurantes japoneses genuínos e das franquias estabelecidas no Brasil e nos outros pontos do globo. Porque, se comer baleia é parte das praxes dessa gente, pois que eles paguem com a redução dos seus negócios a manutenção desse lado maldito, bestial e vergonhoso da sua cultura.

sábado, 29 de junho de 2019

O LADO MULHER DE MALANDRO DOS ELEITORES DO BOLSONARO

Já dizia o cancioneiro popular que "mulher de malandro, rapaz(!), apanha num dia, no outro quer mais".
Entre os eleitores do Bolsonaro, há aqueles que sufragaram seu nome em prol dos interesses pessoais, como os banqueiros, os latifundiários, os negociantes de previdência privada e fundos de pensão, os investidores do mercado financeiro, os megaempresários e outros da mesma camada.  Esses jamais poderíamos comparar a uma mulher de malandro: porque os dessa classe social são a esposa, casada por interesse, já que o marido zela pelo patrimônio da cônjuge e cuida de multiplicá-lo.    
A mulher de malandro é a parcela muito significativamente maior dos eleitores do "magnânimo e brilhante" discípulo do "mestre" Olavo de Carvalho, uma grupo que corresponde a no mínimo oitenta por cento dos que o elegeram, já que há menos de quinze por cento da população detendo noventa por cento da renda nacional.  Aquela maioria , assim como eu, não teve até o presente momento sequer um rascunho de notícia de o presidente ter feito o menor dos menores gestos, ou mesmo elaborado o mais tímido projeto, de gerar benefícios às classes trabalhadoras.  Muito pelo contrário, o "jesus" revelado pela "deidade" Edyr Macedo toca no Congresso a perversa reforma da previdenciária, pretendendo usurpar direitos de quem está no mercado de trabalho, além de pretender reduzir à metade o benefício de quem é atendido pela LOAS (Lei Orgânica da Assistência social), quer desvincular as aposentadoria do salário mínimo e praticar um sem-número de barbaridades contra quem já trabalha (ou trabalhou) muito e ganha(ou ganhou) pouco.
O que me assombra, porém, é que uma maioria muito grande dos inclusos nesse caso defende seu presidente com unhas e dentes, quase disposta a matar ou morrer por seu eleito, assim como uma mulher de malandro, prostituída e explorada pelo macho, constantemente menosprezada e agredida, sai em defesa do seu homem com porrete ou navalha em punho, sempre que alguém a ele faz críticas, enquanto o malandro não tem pela amante o menor apreço, cuidado ou sentimento.  
Já me levantaram a tese de que muita gente já estaria arrependida e no entanto a recusar-se permanentemente a dar o braço a torcer, e isso é uma característica da mulher do cafetão que nega-se a admitir aos seus críticos os defeitos do pelintra.  
A pobreza de conhecimentos e argumentos de tais pessoas leva-as a rebater a desaprovação dos atos do ídolo com os argumentos mais vazios de conteúdo, de realidade, de verdade, de sentido,  de inteligência.  Se você disser que o governante é um monstro para o meio-ambiente e para os animais, vão responder que tantos políticos do PT tanto roubaram que o país chegou à situação em que está, sem que entretanto tal resposta nada tenha a ver com a questão levantada.  Desviam o foco, partem para a ofensa pessoal, levantam a voz e são capazes de atos violentos para defender raciocínios que simplesmente não têm.
Coisas assim só explicam pelo fato de o presidente ser o espelho da sociedade, que é pouco brilhante de ideias e pensamento, além de antidemocrática, racista, homofóbica, fascistoide, agressiva,  antiecológica e cruel.

domingo, 16 de junho de 2019

BAIRRO PERIFÉRICO


O sol se pondo, a tarde morna,
os operários e suas mochilas.
Ladeiras, ruas, vilelas,
mulheres de curtos vestidos,
decotes protuberantes.

Crianças brincando em calçadas,
poema quente ao crepúsculo.
Os homens, mulheres chegando
e entrando em casas pequenas,
despindo as vestes suadas.

Vai caindo a noite, quase festiva.
Os homens apertam as mulheres,
e estas se dão, sequiosas.
Suor, o sêmen, os fluidos,
verão acendendo os desejos:
quão linda é a magia do sexo!

Conversas, os risos, as mesas,
a dança dos copos nos bares.
Tevês, novelas, notícias,
queixumes, atrito nas casas.

Existe a tensão n'alguns becos
onde homens suspeitos conversam
e quase nunca sorriem, 
e o bairro lhes é como um servo.

A Lua, redonda, bonita,
reluz sobre as casas e bares,
prateia os telhados e muros,
atiça a alegria da gente
e é um canto lotado de vida.


quinta-feira, 23 de maio de 2019


Tenho visto aposentados com discurso favorável à reforma da previdência: a miséria humana sempre me assombrou.

domingo, 19 de maio de 2019

Não vou dizer que Bolsonaro atrasou a mentalidade nacional em 50 anos porque brasileiro 
nunca deixou de pensar como há 80 anos; daí terem-no conduzido à Presidência. Nossos compatriotas nunca deixaram de ser racistas, antiecológicos, homofóbicos, antidemocráticos, falsos moralistas, reacionários e odientos; só tinham antes vergonha de confessar.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

A NOITE EM DUAS FACES

Vejo a noite da janela,
as mulheres caminhando
com seus trajes sedutores.

Eu, já velho, avisto a noite
como à lua tão distante.

Mas eu velho, mas que velho?
Que velhice que me assola?
Tenho pulsos, tenho anseios,
mas idade, não, jamais.

Quero a noite e seus pecados,
nessa noite me atirar.
Porém, sei que a noite é puta,
não a puta que eu respeito, 
por querer ganhar seu pão.

Não, a noite é meliante,
é rameira perigosa,
é sereia e é valquíria,
é uma ninfa tão mortal...

Mas que importa, se ela é ninfa?
Pois com ninfas já vivi.
E livrei-me todavia
do feitiço inebriante
com que as pérfidas satânicas
me enlaçaram nos seus braços.

Mas também a noite pode
ser doçura comovida,
se alguns olhos nos seus entram,
traduzindo acordes brandos
e o vulcão do coração.

Da janela fito a noite,
que é feroz e que é serena,
meretriz afeita ao crime,
que é uma amante apaixonada.

Ai, a noite e suas faces,
qual moeda para apostas.
Ganho ou perco nesse jogo?
Mas que noite a que me espera?

quarta-feira, 15 de maio de 2019

PAULO GUEDES, O "SUPERGÊNIO"

Quando Bolsonaro ainda estava em campanha, Paulo Guedes, entrevistado, enumerou uma série de coisas que Delfim Neto, Roberto Campos e outros economistas que geriram as finanças do País teriam errado por deixar de fazer.  O nosso atual ministro da Economia sabe de tudo, é o dono da verdade, o descobridor da pólvora, da roda e da pedra filosofal;  tem consigo a chave da felicidade e do sucesso.  Não é à toa que é tão aplaudido pelos banqueiros, megaempresários, políticos de extrema direita, donos de previdência privada (estes já babando e se mastrurbando pela iminência de aprovação da reforma previdenciária).  Cabral devê-lo-ia ter trazido em sua vasta e numerosa esquadra, pois o Brasil tem mazelas e mazelas desde quando os intrépidos navegadores lusitanos  cá colocaram os pés.
Roberto Campos, Delfim Neto e todos os outros gestores da economia nacional não fizeram mais do que o arrogante ministro vem fazendo e tentando: concentrar renda nas mãos dos ricos, empobrecer a classe média e miserabilizar os pobres.   Segue tão somente a maldita bula elaborada pelos grandes grupos e conglomerados financeiros do Brasil e do estrangeiro. Nada de novo há nas suas ideias perversas.  É, como todos os antecessores, um mero fiel seguidor do velho e óbvio script preparado pelo crudelíssimo poder econômico mundial..

sexta-feira, 10 de maio de 2019

POR QUE GOSTAMOS DOS ASSASSINOS DO CINEMA AMERICANO?



Por que os assassinos frios do cinema americano nos fascinam tanto?  
São facínoras com todas as letras, personagens capazes de matar ou mandar fazê-lo com a serenidade e tranquilidade de quem acende um isqueiro ou penteia os cabelos.   São frios, insensíveis, demoníacos, impiedosos, intrépidos, seguros, pragmáticos, racionais e determinados.  Por alguns desses atributos (ou todos)gostamos deles?
Um personagem como Hannibal Lecter, interpretado por Antony Hopkins em roteiro de David Mamet, Martha de Laurent e Thomas Harris, sob direção de Ridley Scott... um homem como o psiquiatra louco, ignóbil, canibal  vivido pelo veterano ator seria, na vida real,  de provocar repulsa, ódio, abominação, aversão, pavor.   Entretanto, por estar nos limites da ficção e ser dotado de grande talento, inteligência, ilustração e um refinamento britânico (o que é o caso do ator, nascido no País de Gales), conta com a nossa admiração e simpatia, nossa torcida por sucesso no embate  com seus inimigos.
O mesmo se dá com relação a Raymond Reddington, vivido por  James   Spader em "Lista Negra", roteiro de John Eisendrad e Jon Bokenkamp, direção diversificada conforme as temporadas.  Reddington é muito parecido com  Hannibal, igualmente brilhante embora não ligado às ciências, mas capaz de suplantar o médico em sarcasmo, além de ser expert em manobras políticas e criminosas.  Se há algum plágio, não caberá a mim verificar: gosto igualmente de ambos, sou fã de carteirinha do seriado, dos dois roteiros e dos dois assassinos, como dos dois atores, é claro.
Na vida cotidiana eu me mudaria da cidade onde pisasse Raymond, por me sentir ameçado e injuriado com a presença de matador tão frio.  Mas a ironia do criminoso  e a sua situação ficcional fazem-no a mim extremamente simpático e bom de ver em ação.
O terceiro assassino a que faço alusão é extremamente antigo: Michael Corleone, encarnado por Al Pacino na trilogia "O Poderoso Chefão"( 1972, 1974 e 1990), baseada na obra de Mario Puzzo e dirigida por Francis Ford Copolla.  Michael é, como os outros, igualmente frio, também brilhante nas articulações, mas de uma natureza austera, sucinto, instrospectivo, expressão fria e firme nas decisões.  Avaro nas palavras, às vezes ordena a morte com um leve gesto de cabeça ou um simples olhar. 
Se todos são criminosos, assassinos frios e sanguinários, por que gostamos deles?  Por estarem confinados na ficção e termos um instinto assassino latente que por intermédio deles exercemos de forma simbólica? Por sua inteligência e competência, seu sucesso e sua firmeza e coragem?  Ou por de algum modo virem acudir o nosso senso de justiça, já que, embora criminosos de causas longe de serem nobres,  sempre eliminam outros meliantes ainda menos desprovidos de caráter do que eles? Ou por tudo isso ao mesmo tempo?
Reddington ainda tem uma ética que, embora inabitual, é existente e consonante com os padrões mais comuns, e mata às vezes em defesa dessa ética. Enquanto os outros não têm compromisso com moral nenhuma. Mas no frigir dos ovos são todos  sociopatas: por que então os perdoamos?   Se eu visse alguém ser assassinado, levaria meses frquentando os consultórios psiquiátricos e os divãs, mas por que, como muitos outros espectadores, gosto de vê-los fazer justiça com as próprias mãos?   Abomino a violência, não tenho vísceras pra presenciá-la e, porém, gosto quando esses personagens infligem castigos aos seus desafetos.
Em conclusão, acho que os colocamos no mesmo altar dos policiais e heróis americanos, idolatramos mocinhos e bandidos que fazem justiça na ficção porque muito raramente a presenciamos na realidade.

BREVE MANIFESTAÇÃO DE UM MALDITO


Alguns dias atrás, fiz algumas declarações que pareceram antipáticas a algumas participantes do Facebook, e estas passaram o dia inteiro me desferindo ataques. Claro que foram todas devidamente bloqueadas. Dentre elas a que mais me chamou a atenção foi uma que disse que a partir dali seria difícil alguém me ler. Ué? Mas nunca fui lido mesmo, principalmente no Facebook. Não sei se elas sabiam, mas sempre vivi do meu trabalho e, hoje, da minha aposentadoria: escrevo por hábito e por gosto e, ao invés de ganhar, só fiz gastar dinheiro com impressoras, tintas, luz, xerocópias, pagamento de registro e vai por aí adiante. Tanto gastei, que resolvi fechar a mão e nada mais imprimir. Nos últimos cinco anos, acumulei mais de cento e cinquenta poemas em versos e alguns textos em prosa que ainda não cuidei de registrar... por preguiça mesmo -- já que o gasto não é alto. 

Nunca editei um livro e não vou jamais editar. Sou extremamente vaidoso, mas não vou gastar tanto com a vaidade de ter um livro impresso. Publicar sem ter verba para divulgar é altamente infrutífero. Meus escritos vão sempre pros blogues, ficarão eternamente nos blogues, e as citadas senhoras deveriam estar cientes de que encontro em minha vida três ou quatro prazeres maiores do que o de escrever: a questão é que o hábito vem dos meus quatorze anos, quando elaborei meu primeiro texto, daí não conseguir parar a atividade.