terça-feira, 17 de junho de 2014

FRANCISCO DE ASSIS, ALBERT SCHWEITZER E O RESPEITO À VIDA

Toda forma de vida é respeitável e sagrada. Não sagrada na acepção mística da palavra.  Mas sagrada pela sua suma importância. Imaginar-se nos estertores da morte é um meio de se tentar aprender a respeitar a vida e o bem-estar alheio.  Albert Scheitzer (1875-1965) http://www.cobra.pages.nom.br/fc-schweitzer.html   http://www.saocamilo-sp.br/pdf/bioethikos/103/8.pdf  já dizia que, "quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes".   Francisco de Assis  http://pensador.uol.com.br/autor/sao_francisco_de_assis/biografia/, ainda no século XII, nutria um verdadeiro zelo e reverência ao direito de viver das criaturas; por isto vejo-o como talvez  o mais bondoso homem que o mundo já viu.  
Há seres que são respulsivos e até extremamente nocivos e que precisamos até eliminar  em defesa da própria saúde e integridade física, mas que não são culpados por serem o que são, pelo fato de natureza não lhes haver dado alternativa senão vir ao mundo como vieram, com as características e modo de ação que têm.  Não foi Deus que os criou como perniciosos, mas as  próprias condições naturais que  fazem  que nasçam como a forma de criaturas que são e assumam no meio ambiente um papel destrutivo, sem que possuam a mínima consciência do mal que fazem, já que não têm condições de obter  princípios morais ou o menor  senso dos estrados que provocam.
O mais espantoso é o fato de o homem, provido de razão e de noções do que são boas e más práticas, ser o único ser que mata ou  inflige sofrimento a todos os outros seres, inclusive seres humanos,  quer por maldade, leviandade ou ganância.

Barão da Mata

sábado, 14 de junho de 2014

ELEIÇÕES, SIM, FESTA CÍVICA, NEM DE LONGE!

Tenho pena de nós, brasileiros. Temos Dilma encabeçando as pesquisas, prova irrefutável de que brasileiro gosta mesmo é de continuísmo, clientelismo, assistencialismo demagógico (política de pão), Copa do Mundo e Olimpíadas no território nacional (política de circo) – Roma implementou isto na era pré-cristã com muito sucesso. Não tenho de parabenizar nossos “queridos” gestores e políticos petistas por uma esperteza milenar. Não entendo como a atual presidente, apesar de todos os escândalos e casos de corrupção acontecidos em seu partido e ao redor do seu governo, ainda tem a eleição quase garantida.  Imagine mais quatro anos (ao menos) de governo Lula com uma mandatária títere sob sua égide.  
Talvez isto se dê porque Aécio Neves e o PSDB que este traz a reboque com os seus aliados do DEM não merecem a confiança da sociedade, porque foram peças-chave no processo de privatizações que praticamente privou o Brasil do patrimônio nacional – haja vista o caso da Vale do Rio Doce, que foi uma perda que representou a grande derrota que o país, tão preocupado com copas do mundo, realmente sofreu.
Por seu turno, Eduardo Campos é uma grande incógnita, porque, antes aliado de Lula e do PT, agora lança candidatura própria. A presença de Marina Silva na composição da chapa não chega exatamente a entusiasmar. Estou longe de ver nela um messias, um salvador, coisa do gênero. Ainda que fosse, o governo seria de Campos, e nunca vi nenhum vice gerindo coisíssima alguma senão na morte ou impedimento do presidente.  
No caso de Campos, temos ainda o agravante de este apresentar uma afinação tão perfeita no relacionamento pessoal com Aécio, que chego a ter a impressão de que Marina está sobrando na história.  A isto soma-se o fato de que o candidato mineiro já declarou textualmente que não consegue ver o outro como adversário, declaração só rebatida pela candidata a vice e depois endossada (talvez a contragosto) pelo político pernambucano.  Estarão juntos se houver segundo turno e, se Aécio vencer, que linha programática prevalecerá?  A do PSB ou do PSDB? É possível mesclar os programas? Francamente, não acredito.  Principalmente se considerarmos que o DEM irá participar da suposta aliança.
Em conclusão, o eleitorado tem para caminhar duas péssimas vias e uma terceira que representa o absolutamente incognoscível. Não há que se falar em festa cívica no ano de 2014, e, se analisarmos detidamente a questão, há pelo menos vinte e cinco anos eleições, no Brasil, não vêm merecendo esta denominação.

VIVÊNCIAS

Com mais de cinquenta de idade,
Vivi poemas tão belos,
Trilhei caminhos confusos,
Vivi tempestades intensas,
Senti emoções tão malditas.

Em minhas andanças na vida,
Senti tantos gostos dos dias:
Provei das dores mais fundas,
Lambi de alegrias festivas,
Morri, renasci tantas vezes.

Nos mais de cinquenta no mundo,
Fitei longamente as pessoas:
Me fiz tão  pobre de crenças.
Enchi-me de amor pelos bichos,
Me aflige o destino das matas.

Com tantos anos vividos,
Roído da ausência dos mortos,
Procuro por tantas respostas,
Ainda me vejo ignaro
Qual era nos tempos de infância.

2013

DIA DOS NAMORADOS


Dia dos Namorados: hoje então
Beijarei com a sanha dos sedentos
Amarei num fervor de ser selvagem,
Gozarei num sentir assim lunático
De o verbo não ter como revelar.

Me darei como nada mais houvera,
Co'a ternura dos entes sacrossantos,
Co'a doçura dos ventos mais suaves
E a ternura dos mais belos madrigais.

Me farei quixotesco, devotado
Como herói que se agarra a causa nobre,
Vou ser canto, poesia, céu, pureza,
Vou viver neste dia só de amor.

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A VERDADE POR DETRÁS DA FLEXIBILIZAÇÃO DA CLT

Gosto muito da maneira como o William Waack conduz os seus debates e já falei sobre isto anteriormente, mas algum tempo atrás o jornalista, finalizando uma dessas reuniões de especialistas, comentou que a legislação trabalhista brasileira é "anacrônica" e isto é um motivo de o Brasil não receber a quantidade de investimentos estrangeiros que ele acharia desejável.   
Não posso retirar o elogio que fiz, da mesma forma como não tenho sequer o diretito de ficar decepcionado com o jornalista, até porque o âncora trabalha na área de jornalismo da Globo News e da Rede Globo e não poderia ter um discurso diferente.
O que mais me indigna é que há pelo menos sete anos os políticos, a mídia e os empresário daqui e do estrangeiro defendem o que chamam de "flexibilização" (e eu de estupro) da CLT, com supressão de férias remuneradas, décimo terceiro salário e outras conquistas obtidas na era Vargas, que, de inspiração fascista ou não,  foram de uma importância vital para as classes assalariadas.   O liberalismo econômico é de uma monstruosidade, uma bestialidade inqualificável.  Não vou chamá-lo de neo porque de novo não tem absolutamtnte nada: é o velho e perverso capitalismo que gerou a crise econômica de 1929 e que professa que as leis de mercado têm de ser o fator determinante nas relações de trabalho e na maneira de as cociedades se conduzirem, justamente porque vem atender aos interesses das elites, do poder econômico, que é dono do próprio Estado, que existe, aqui e no mundo inteiro,  primordialmente para satisfazer os caprichos e a demente ganância das classes dominantes.
A legislação trabalhista que William Waac e aqueles que este representa defendem é a mesma aplicada na China para os trabahadores coreanos, que trabalham dezesseis, dezoito horas diárias na indústria e ganham um salário tão diminuto que chega a ser aberrante, pois não supre nenhuma das necessidades de tais operários.  É a manifestação do quase arrependimento das altas camadas sociais pela abolição da escravatura, pois estas só libertaram seus escravos em decorrência da necessidade de estes receberem salários para consumir os artigos industriais produzidos pelas grandes corporações, além de os senhores terem enxergado que sairia mais barato pagar um parco salário a um homem livre do que comprar e gastar com a manutenção de uma "peça" (como se referiam aos negros) humana de labor. 
A mão-de-obra barata torna os preços das produções das fábricas irresistíveis, e o aspecto humano neste contexto não tem a menor importância.  Assim, o trabalho precisa ter custos ainda mais  insignificantes, para facilitar a vida dos magnatas em mercados extremamente competitivos e estar em harmonia com o dogma mais ferrenho do capitalismo, que é o lucro mais alto possível e acima de qualquer coisa deste mundo.
Cabe à nossa classe laborativa uma constante vigília sobre esta questão e exercer pressões sobre os políticos, para que proposta de tão grande hediondez, há muito aguardando votação no Congresso Nacional, jamais seja aprovada ou posta em prática no território brasileiro.


PARA ELES, ECOLOGIA É FRESCURA DE DESOCUPADO

Uma e quarenta e cinco da manhã e do apartamento onde moro, num prédio encravado no meio de um mundo de cimento, ferro e asfalto, ouço o canto agoniado de uma maritaca. É frequente eu ver e ouvir bandos dessas aves voando e soltando seus gritos desesperados por aqui. Sinto-me profundamente entristecido e odiento pelo fato de um animal silvestre tentar sobreviver num ambiente tão inóspito, por conta da invasão do seu habitat pelos humanos, graças à anuência irresponsável, perversa e sórdida dos gestores públicos, para os quais nada é relevante senão os votos que capitalizam em virtude de permitirem a favelização das serras e morros, as vantagens que auferem em consentirem a construção de condomínios e bairros em áreas inadequadas como matas, florestas, bosques. Fosse o Brasil um país sério, e essa  escória estaria respondendo por crimes ambientais em longa permanência nas cadeias.
Ouço e vejo micos, gambás e gaviões nos lugares mais impróprios, em meio a postes, fios de rede elétrica, muros de casas, telhados de apartamentos, árvores de zonas urbanas, à mercê das crueldades dos boçais perversos que não os respeitam e se lixam para o fato de que os bichinhos só estão tentando a sobrevivência nas áreas que lhes ficaram após terem visto suas casas roubadas, arrebatadas por invasores e especuladores imobiliários . Não tenho dúvida de que isto ocorre também em países estrangeiros, mas não podemos administrá-los, e o fato de o seu vizinho ser impunemente pedófilo não lhe dá o direito de copiá-lo. Não me conformo com tanta crueldade e tanto descaso com o meio ambiente.
As enchentes e secas, os calores insuportáveis que vêm ocorrendo sobretudo aqui no Rio são os frutos que colhemos por conta da maldade e calhordice desses elementos.
O Brasil é uma vergonha em matéria de política ambiental, um país que não não tem o menor respeito por seus habitantes, a natureza e a questão ecológica. Não dá aos seus cidadãos nenhum motivo de orgulho. Também pudera. O que se poderia esperar de um país onde o viaduto da Perimetral é derrubado, roubando dos cariocas doze pistas de acesso ao Centro da Cidade? Que expectativa podemos ter de uma nação que engana os carentes com bolsa-família ao invés de tentar minimizar de um modo sério e efetivo a questão da miséria?
Terra de muitas falácias e abundante e impune corrupção, como poderia se preocupar com assuntos como preservação da natureza? Nada aqui é importante além da locupletação dos políticos: ecologia, assim, é só uma preocupação e excentricidade de quem não tem nada para fazer. Pobres animais vitimados pela safadeza nacional.

sábado, 7 de junho de 2014

BRASIL, O PARAÍSO DOS CHAMPINHAS! ETA, IMPUNIDADE DANADA DE BOA!


Lembro-me vagamente do caso de um juiz de são Paulo que condenou um meliante sob a justificativa de que o bandido cometera um assassinato pelo prazer do exercício da maldade. Admirável o magistrado pela franqueza de sua sentença, num Brasil onde  membros de ONGs de direitos humanos e um bando de políticos e cidadãos hipócritas e demagogos querem atribuir às perversidades desequilíbrios emocionais decorrentes de maus tratos  na infância, adolescência, encarnação passada, etc... Vide o caso do Champinha, que com dois comparsas matou um rapaz, mutilou uma moça e a martirizou e estuprou por dias seguidos, até um dia resolver matá-la, tornando-se hoje uma espécie de vítima, agora a um passo da liberdade ou já desfrutando-a, após ter passado anos protegido por uma dessas organizações.
O que mais me estarrece, porém, não é só o caso Champinha, mas os inumeráveis champinhas mantidos dentro da legalidade que circulam por aí, felizes da vida, aqui no Brasil e no estrangeiro. Claro que nada podemos quanto aos perversos dos E.U.A., Inglaterra, Rússia, França e outros países, mas em relação aos que vivem aqui nas terras tupiniquins, bem que poderíamos tomar um monte de providências e isolá-los em cadeias de segurança máxima dentro da mais que merecida perpetuidade.  Não há prisão perpétua no Brasil?! que se mude a constituição, ora!  Esses caras vivem estuprando-a para atender aos seus interesses pessoasis!   Há violentos do trânsito, que são meliantes por excelência e  têm nas leves costas uma enfiada de atropelamentos e abalroamentos com mortes e outras tragédias, e andam soltinhos da vida por aí, por conta de corrupção policial ou de ausência de polícia e testemunha, além da legislação caridosa para atrocidades de trânsito.  Digo leves costas porque essa gente não sente remorso e tem ainda muita tragédia a produzir. E continua por aí, oferecendo perigo à sociedade.
Há os estupradores que jamais foram flagrados ou presos, ou ainda foram pegados em alguma de suas práticas criminosas habituais e contaram com a condescendência bondosa de alguma autoridade ímproba. Mas estão soltos, tomando cerveja nos finais de semanas e levando uma vidinha tranquila de uma alma no paraíso – alma no paraíso é viva? Não podemos esquecer os assassinos, que fazem suas estripulias na calada da noite ou diante de testemunhas coagidas e atemorizadas. Como a calada da noite não tem policiamento aqui nesta república de meu Deus, crime de morte geralmente  sai na urina, fica por isso mesmo e ponto final. E o criminoso, como sempre, continua levando a vida que pediu a Deus.
Em conclusão, o mundo está repleto, mas repleto mesmo de seres humanos bestiais, que exercem a crueldade por puro prazer, fazendo vítimas inocentes, como mulheres, idosos, crianças, animais, mais fracos, e, repito, no exterior não podemos tomar qualquer providência para minimizar o problema, ao contrário de dentro do país, onde teríamos condições de fazer muita coisa, de enfiar essa gente em merecidíssimas jaulas, mas a benevolência da legislação e das autoridades são um convite irrecusável ao crime, um incentivo sem precedentes à maldade. Porque nas terras da República-do-Cada-Um-Faz-O-Que-Quer não há policiamento, quando há policiamento, em muitos casos ocorre corrupção policial, as leis oferecem um leque de alternativas para tirar um demônio da cadeia, ninguém pode mofar na prisão, enquanto crianças indefesas, cidadãos de bem, mulheres e velhinhos ficam à mercê de bandidos de altíssima periculosidade com breve ou nenhuma passagem pela polícia. No caso dos velhinhos, especificamente, para alegria dos ilustres tecnocratas gestores da previdência social.
Os jornais, rádios e tevês todos os dias dão conta de lotes e lotes de crimes bárbaros de todos os tipos praticados aqui no território nacional, e nada é apurado a contento, nada é descoberto, tudo fica por isso mesmo. Investigar pra quê? Por que um aparelhamento adequado pra investigações? Olha os gastos públicos! Se a vítima for animal, então, qualquer verificação dos fatos é coisa de " babaca".
Os crimes no campo então, como a morte da Irmã Dorothy, dos fiscais do trabalho em Minas, as barbaridades ligadas à questão da terra e do tráfico de madeira, mostram que somos definitivamente uma verdadeira tragicomédia.
Assim é o Brasil, em todas as suas regiões territórios, sejam estes estados sob a jurisdição de quem quer que seja. Não temos a cultura de punir criminoso e investigar ou punir crimes. Deixa, ora! A gente é assim e fim, não é? Deixa os perversos se divertirem: cada uma tem seus gostos: eles têm os deles, que são práticas sádicas: o que tem de mais?
Não há motivo pra se falar em prevenção: segurança é um investimento infundado, sem nenhuma razão de ser. Fiscalizar o quê pra quê? Deixe tudo nas mãos de Deus! Seja brasileiro e pronto! Somos pentacampeões do mundo, afina!  Pra que segurança?Coisa mais besta!

Barão da Mata