terça-feira, 12 de julho de 2016

PELA LIBERDADE RELIGIOSA E DE NÃO CRER


Numa roda de conversas, na sexta-feira passada,  fui não ofendido, mas desqualificado por ter declarado que não creio em Deus.  Um professor disse que já elaborou diversas teses, com base em várias seitas, religiões e filosofias, que praticamente "provam" a existência de Deus. Puxa! O maior sábio de todos os tempos! Tem respostas a todas as indagações da humanidade. Será que tenho de no mínimo me formar em teologia para conceber minha descrença em Deus? Quando falei de uma filosofia espírita chamada "Racionalismo Cristão", que vê Jesus não como profeta ou santo, mas um filósofo a ser seguido, filosofia esta que crê em evolução espiritual , em planos astrais inferior e superior, mas,  NÃO CONTRADITORIAMENTE, deixa de de acreditar num comandante supremo do Universo... Quando falei desta filosofia, ele me disse que é impossível uma instituição espiritualista ser cristã e ao mesmo tempo racionalista:  prega a fé cega? A mesma que levou ao hitlerismo,  ao lulopetismo, ao stalinismo, etc...?  Afinal de contas,  somos ou  não somos um Estado laico?   O Brasil é teocrático?  Ateísmo é profissão de maucaratismo e crureldade? Sei que é literalmente não crer em Deus, mas não necessariamente materialismo absoluto.  No meu caso específico, apesar de eu ter  conhecimento de inumeráveis fenômenos, acho bastante questionável, mas em alguma análise até possível a sobrevivência de algo racional à morte do corpo.  Mas isto meu  fica muito longe de religão ou doutrina.  Entretanto volto à pergunta: somos um Estado religioso?  Qual a nossa religião oficial? O catolicismo ou o protestantismo batista, metodista ou o do Edyr Macedo, Valdemiro, Malafaia e companhia?
O Brasil é a capital mundial não só da pilantragem, mas também da hipocrisia: duvido muito de que essas pessoas creiam em Deus cegamente como dizem crer: é que, pelo sim, pelo não, pisam firme dizendo que creem numa tentativa de não serem castigadas por descrença ou dúvida: vai que Deus existe e resolva jogar sobre os incrédulos e hesitantes  sua ira... Pois é: dizer que crê, para eles, livra-os que qualquer hipotética punição. 
Contudo, é muito bom que parem de ver um ateu como um demônio ou um jupiteriano com a caixa de Pandora debaixo do braço.   Porque corremos o risco de ser agredidos como foram os candomblecistas atacados por perversos e perigosíssimos fundamentalistas evangélicos.  Por isto, meu grito é de VIVA A LIBERDADE RELIGIOSA E A LIBERDADE DE NÃO CRER!!! 

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