sábado, 22 de abril de 2017

Que me perdoem os meus amigos poetas mais eruditos, mas  não fiz escola com os grandes expoentes da literatura nacional, mas com aqueles cuja poesia ouvi cantada, como Fernando Brandt (um dos maiores letristas do Brasil), Chico Buarque (o maior),  Belchior,  Dolores Duran... Mas foi impossível  não deixar que me entrassem a crueza quase perversa  do Drummond e o lirismo ora alumbrado, ora sofrido  (ou as duas coisas ao mesmo tempo) do Bandeira.  Na crônica penso que segui muito a linha do Augusto Nunes e do Sebastião Nery, pelo sarcasmo e pela incredulidade (até porque sou um incrédulo e sarcástico inato);  mas na crônica analítica sou disciplinado e austero como um professor antigo. No humor enveredei pelo caminho do Carlos Eduardo Novaes, do Jaguar, apesar da minha absoluta admiração pelo mestre Millôr Fernandes.   No conto não posso me definir, dada a minha ínfima produção neste campo.  Mas o humor e a ironia que mais me fascinam são as irreverências do genial Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly,  o antológico "Barão de Itararé" - sem esquecer o brilho do Luiz Fernando Veríssimo.   Juro que o "Barão" do meu pseudônimo vem do cachorro que a minha mãe tinha (sendo o "da Mata" uma alusão à natureza), não é uma tentativa de parecer o mencionado talentoso.    Porém o que é mais relevante para mim é que sou escritor (amador, claro) praticantte.  Melhor que escrever, só sexo, viagem, música  e meus amores, não necessariamente nesta ordem. 
Já recebi duras crítica nas redes sociais... e reagi de forma muito deselegante, chamando um dos críticos de "subcrítico de merda".   Mas de uma coisa tenho certeza: se não valer a pena viver, ao menos vale a pena escrever.
Mais importante que tudo, entretanto, é fazer que quem gosta dos meus escritos saiba de onde vem mnha essência literária.

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