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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

TURBILHÃO

 Soam raios, trovões  casa adentro.

Tão sonoros, passeiam nos cômados

E repercutem nas paredes e tetos.

Soam raios, trovões   casa adentro,

Que não vêm  da atmosfera ou do céu,

Mas do fundo do meu peito repleto de chagas

E retumbante de milhões de emoções.


Há vendavais, soam trovões, soam raios

E são gritos do desejo de vida,

São brados do desejo de morte,

Um acúmulo imenso de amores,

Profusão de intensas paixões,

Um querer  chorar convulsivo

E partir para muito distante,

Depois, para ainda mais longe

E pisar regiões inúmeras,

E dançar pelas ruas lotadas

E pelos bordéis das cidades.


Soam raios, trovões  casa adentro:

É o peito implodindo de anseios,

Profusão de sentimentos imensos,

Turbilhão de minh'alma a berrar.


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